Eu ouço poetas do absurdo falarem coisas justas.
Ouço música pra ensurdecer a alma.
Escuto um balbuciar de gestos de cínicos e sinceros.
Todos se misturando, porque não se completam, nem de repelem.
São, apenas.
E eu que não sou sincera e cínica, que não posso ser só alma.
Alheia à tudo.
Alheia à vida.
Alheia à sons.
Não ouço mais nada.
Não quero ouvir mais nada.
Não quero ser mais nada.
- Uma itaipava e um cinzeiro.
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