Cara, me pergunto incessantemente o porquê de certas coisas serem como são.
Por exemplo, eu não sou determinada. Porquê? Seria porque quando criança sempre tive tudo o que quis, e quando não tinha, era ensinada a esquecer dessas coisas? Ou será que sou preguiçosa mesmo e esquecer dessas coisas é uma fuga para a desistência? Eu sei lá.
Algumas perguntas não tem resposta. Simplesmente pelo fato de termos tanto medo de entrarmos em nós mesmos e termos que aceitar os fatos de alguns de nossos erros serem produtos de nossas fantasias caleidoscópicas e intensas. Irreal.
Irreal é a palavra que define minha imaginação. Não sou uma pessoa prática, nem simples. Tudo chega até mim com um tempero muito corrente.. o romantismo. Apesar de me mostrar pouco romântica, sempre vejo as coisas com dois sentidos. E sempre me guio pelo sentido mais irreal e mais viajado das coisas. Por isso não sei dar conselhos. E nem mesmo sei seguir o conselho de outras pessoas; na verdade, sempre acredito no que é mais conveniente.
Mas chega um dia em que temos que enxergar a vida. Enxergar cada pedaço nebuloso, falso e embativo da nossa vida. As nossas escolhas não dependem só de nós mesmos.. mas de uma compilação complexa de fatos e atitudes de outras pessoas. Essas coincidências aleatórias e emaranhadas de melancolia de todos que participam da vida, nos transformam em pessoas que tanto temíamos ser.
A vida deve ser sempre assim. Não importa. Fazer o bem, ou o mal, não importa. Sempre vai ter um filha da puta na história. E o filha da puta, só é filha da puta se te influencia negativamente.. do contrário ele é apenas figurante.
E agora, no momento, o filha da puta da minha vida é um sentimento muito abstrato, que não consigo colocar em palavras.
To com ódio, e não raiva. Ódio por todos que passam pela mesma situação que eu. Agora os entendo.
Sem hipocrisia e sem moral católica inibidora.
Quero mais é que eles se fodam.
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