Dia sim dia não eu me deparo com o dever de estar presente. Estar presente.. podemos estar em algum lugar, mas não presente. A presença em si se deve a corpo e à alma. Se deve aos sentidos, pouco a pouco se configurando e configurando o espaço que habita no momento da presença.
Ultimamente não me faço presente. Apenas habito fisicamente os espaços, ocupo lugar. Minha vontade, minha energia não altera a atmosfera ambiente, sendo assim, sou uma mesinha de colocar vasos de flores.. aquelas que ficam no meio da sala.
Todos os meus problemas, inúteis, já confessei, são resolvíveis. Resolvíveis através da intensidade da presença que me recuso a ser. Me recuso, por pura contrariedade de estar.
Penso incessantemente nesta possibilidade de se ser vazio. Vazio assim, por dentro.. a cada período proferido, meus ouvidos se aliam e deixam passar despercebida qualquer manifestção de energia, de reação.
Eu só faço o que eu quero.
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